FAQ

As perguntas mais frequentes, respondidas pelo Dr. Felipe Oliveira
Quais são os principais sinais de que preciso de uma cirurgia no ombro ou cotovelo?

A indicação de cirurgia depende de vários fatores, mas alguns sinais de alerta incluem dor persistente que não melhora com tratamentos conservadores, limitação importante dos movimentos, fraqueza progressiva, sensação de instabilidade (como o ombro “saindo do lugar”) e prejuízo nas atividades diárias ou esportivas. A avaliação especializada é fundamental para definir o melhor momento para a cirurgia.

A videoartroscopia é uma técnica minimamente invasiva, realizada por pequenas incisões, com uso de câmera e instrumentos delicados. Permite tratar lesões como ruptura do manguito rotador, instabilidade do ombro, lesões de cartilagem, impacto subacromial e tendinites. Oferece recuperação mais rápida, menor dor pós-operatória e menor risco de complicações.

O bloqueio de nervo consiste na aplicação de anestésicos e/ou corticoides próximos aos nervos que transmitem a dor no ombro. É indicado em casos de dor intensa, para alívio temporário, auxílio diagnóstico e melhora da função durante o tratamento fisioterápico ou no pós-operatório.

As infiltrações podem oferecer alívio significativo da dor, mas não tratam a causa do problema. São indicadas em alguns casos para reduzir inflamação e permitir a reabilitação. A eficácia e a durabilidade do efeito variam de acordo com o diagnóstico e a abordagem integrada com fisioterapia e mudanças nos hábitos.

O pós-operatório exige repouso relativo, uso de imobilizador (quando indicado), fisioterapia orientada e controle da dor. É fundamental seguir rigorosamente as orientações médicas quanto à movimentação, uso do braço, retorno ao trabalho e atividades físicas. O acompanhamento regular ajuda a prevenir complicações e otimizar a recuperação.

O manguito rotador é um grupo de tendões que estabilizam o ombro. Sua ruptura pode causar dor, fraqueza e perda de movimento. O tratamento pode ser conservador (fisioterapia, medicações, infiltrações) ou cirúrgico, dependendo do tamanho da lesão, sintomas e perfil do paciente.

A epicondilite lateral (cotovelo do tenista) causa dor na parte externa do cotovelo, enquanto a medial (cotovelo do golfista) afeta a parte interna. Ambas estão relacionadas ao uso repetitivo do braço. O diagnóstico é feito com base nos sintomas, exame físico e, em alguns casos, exames de imagem.

O tratamento geralmente começa com fisioterapia, analgésicos e infiltrações para reduzir a dor e melhorar a mobilidade. Casos mais resistentes podem necessitar de procedimentos como infiltração articular e bloqueio de nervo guiado por ultrassom.

Sim, a tendinite calcária tem tratamento. Em muitos casos, o depósito de cálcio pode ser reabsorvido espontaneamente. Tratamentos incluem fisioterapia, infiltrações e ondas de choque.

Quando o ombro “sai do lugar” repetidamente, o tratamento cirúrgico geralmente é indicado para estabilizar a articulação. As técnicas variam conforme o grau de instabilidade e o perfil do paciente, podendo incluir reparo artroscópico ou procedimentos mais complexos em casos de lesões ósseas associadas.

O tempo de recuperação varia conforme o tipo de cirurgia e a gravidade da lesão. Em média, o retorno às atividades leves ocorre em algumas semanas, enquanto a recuperação completa pode levar de 3 a 6 meses. O acompanhamento fisioterápico é fundamental para o sucesso do tratamento.

Na maioria dos casos, sim. Com o tratamento adequado e reabilitação completa, é possível retornar ao esporte. O tempo e as restrições variam conforme o tipo de cirurgia, o esporte praticado e a evolução individual. A liberação deve ser sempre feita pelo especialista.

Os exercícios são adaptados conforme a fase de recuperação e incluem alongamentos, fortalecimento muscular progressivo, estabilização do ombro e melhora da amplitude de movimento. Sempre devem ser orientados por fisioterapeuta e acompanhados pelo médico.

Manter o fortalecimento muscular, alongamento adequado, boa postura e evitar movimentos repetitivos excessivos são essenciais. Para atletas e praticantes de atividade física, o acompanhamento de um profissional qualificado reduz o risco de sobrecarga e lesões.

Em lesões leves a moderadas, pacientes com pouca limitação funcional, contraindicações cirúrgicas ou em situações onde o quadro pode melhorar com fisioterapia, medicamentos e infiltrações. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

Evitar quedas, manter os ossos fortes com alimentação adequada e controle de osteoporose, além de adotar cuidados em atividades esportivas ou profissionais que envolvam risco de trauma. Exercícios de equilíbrio e força muscular também ajudam na prevenção.

Sempre que houver dor persistente, perda de movimento, fraqueza, instabilidade, episódios de luxação ou dificuldade nas atividades diárias. A avaliação precoce evita o agravamento das lesões e possibilita melhores resultados no tratamento.

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